Defasagem na tabela e atraso nos repasses de recursos, por parte do
Estado, União e convênios, foram apontados na sessão de ontem, da
Câmara de Vereadores, pelo líder do PP e segundo vice-presidente
Mansur Macluf, como alguns dos fatores responsáveis pela fragilidade
na estrutura da saúde em Pelotas e no País.
Macluf comentou que o sistema de saúde de Pelotas absorve mais de 9%
da clientela de fora, enquanto 80% dos pacientes que procuram a
emergência e serviços médico-hospitalares são daqui.
O Pronto Socorro tentou superar dificuldades ampliando seu espaço
fisico, mas mesmo com novas instalações os problemas persistem,
vendo-se pacientes enfrentarem longas esperas para atendimento.
"A estrutura não funciona; é insuficiente!, afirmou Mansur Macluf,
registrando ressalvas para os funcionários, enfermeiros e médicos,
altamente capacitados e dedicados, assim como os diretores dos
estabelecimentos de saúde.
O líder progressista lembrou, para ratificar seu pronunciamento, que
só a Santa Casa é crdora de cerca de R$ 400 mil por falta de
repasses. Enquanto espera para receber, aumentam suas dívidas e
compromissos, inclusive com fornecedores.
Macluf enfatizou que o Poder Legislativo, no fim do ano passado,
sensível à difícil situação dos estabelecimentos de saúde, não se
omitiu. Aprovou proposta, de sua autoria, concedendo
desconto-benefício de 30% no excesso das tarifas de consumo de água
e esgoto, gerando economia.
O vereador salientou a necessidade de revisão no sistema de saúde,
para que esta área possa acompanhar o crescimento da cidade e o
desenvolvimento que vem sendo promovido.