Com base em ampla matéria
divulgada pela Imprensa da capital, sobre a saúde em Pelotas, o
líder da Bancada do PP e 2º vice-presidente da Câmara, vereador
Mansur Macluf, na sessão de ontem, especificou os repasses,
salientando que os índices aquém das necessidades fragilizam o
sistema e necessitam ser reconsiderados pelo Ministério, de acordo
com o novo censo populacional.
Macluf
comentou que um dos motivos da superlotação do Pronto Socorro
Municipal, inclusive levando a atual administração a construir um
novo, é o fato de que as aproximadamente 50 unidades básicas
(postos) oferecem atendimento insuficiente. Os postos da Colônia
Maciel e do Gruppelli, por exemplo, estão sem médicos.
O
vereador relatou que a União, ao invés de repassar 10% que lhe é de
responsabilidade, manda apenas 5%. O Estado, dos 12% de cota,
repassa 6%. Essa defasagem de 50% dos recursos que deveriam chegar a
Pelotas e não chegam é uma das grandes responsáveis pela
deficviência do sistema. A Prefeitura, no lugar de 15% que deve
disponibilizar para a saúde, emprega 20%.
Para
Macluf, a estrutura da saúde é deficiente, prejudicando a
comunidade, os quase dois mil prestadores de serviços da área e as
instituições hospitalares, que passam por fases críticas pelo atraso
nos repasses e valores de tabela desatualizados.
A
respeito da adoção de políticas de funcionamento de postos de saúde
durante 24 horas, o vereador salientou que é necessário existir
infra-estrutura e pessoal. Para Macluf, o sistema de saúde deveria
ser alvo de requalificação.